Chegou a hora !
05 de Mar de 2017

Chegou a hora !

Caros leitores do nosso blog, estamos nós aqui iniciando mais um mês deste ano de 2017, e a impressão que tenho é que parece que foi ontem as comemorações de festas de final de ano de 2016 (confraternizações, amigo oculto, etc etc.), com aquelas delícias de comidas que nos ajudam a ficar mais fofinhos, não é mesmo ? Também já se passaram aquelas boas e merecidas férias de início de ano e agora mais recentemente o carnaval, para alguns brasileiros o ano se inicia a partir de agora, correto ? Até pode ser ... mais para outros começou a corrida contra o tempo, chegou a hora de prestar contas com a receita federal do que fizemos e movimentamos em nossas operações financeiras e econômicas no ano de 2016. O prazo para envio da declaração do IRPF 2017 é do dia 02/03/2017 até o dia 28/04/2017.

                   E eu particularmente ainda fico impressionado como as pessoas, ainda não se deram conta que o fisco não trabalha mais como a 10, 15 anos atrás, ao contrário cada ano que passa surge novidades. Os contribuintes brasileiros ainda não se conscientizaram que devem durante o transcorrer do ano, se organizarem e prepararem toda a documentação necessária, para sem surpresas transmitir sua declaração.E pior, muitos parecem ou acreditam que um dia “a casa não vai cair”. Ninguém pode alegar que não esteja sendo informado a respeito de prazo de envio, obrigatoriedade e outras informações a respeito do IRPF 2017, pois este assunto é amplamente divulgado em noticiários na internet, TV, rádio e jornais, porém de qualquer forma gostaria de passar o link de uma reportagem publicada no dia 05/03/17 no site G1 (www.g1.com.br), que considerei bastante pertinente a respeito do tema, segue o link:

http://g1.globo.com/economia/imposto-de-renda/2017/noticia/g1-visita-supercomputador-da-receita-que-analisa-declaracoes-do-ir-veja-video.ghtml

                   Dentre alguns pontos abordados na reportagem (que diga de passagem é excelente !), algo particularmente me chamou a atenção, que refere-se a quantidade de filtros que cada declaração é submetida. O processo de filtragem de informações já se inicia no programa utilizado para fazer a declaração e segue quando a mesma é recepcionada na base de dados dos programas da receita federal. Caros leitores nada mais e nada menos que 165 filtros !!! é isso mesmo !!! filtros estes que fazem a checagem da veracidade e a correção dos dados que os contribuintes informam no programa do IRPF da receita federal.

                   É importante lembrar que o IRPF é uma declaração de ajuste anual, ou seja, é ajustar dentro da legislação operações que já aconteceram no ano anterior, e não para ficar inventando fatos e histórias fictícias, achando que no final, como no roteiro de um filme o vilão será preso e o mocinho e a mocinha viverão felizes para sempre !!! Aliás em alguns casos o contribuinte gosta de assumir esse papel de mocinho, e reclama que paga muito imposto, que isso não é justo, que não vê o retorno do dinheiro dos impostos, que os políticos são corruptos, etc etc etc., a verdade é uma só, a lei foi instituída para todos e não há o que se fazer.

                   Caros leitores o site da receita federal tem um farto e excelente material, que ajuda os contribuintes nos esclarecimentos das dúvidas, principalmente aquelas mais recorrentes como, por exemplo, obrigatoriedade de entrega da declaração, prazo de entrega, dependentes, entre outras. Ainda assim, fico confortável de passar algumas dicas, vamos lá ??

  • Caso tenha dificuldades e não saiba fazer, procure uma ajuda especializada, por exemplo, um profissional contábil. É melhor pagar por um serviço profissional, do que ter dor de cabeça mais adiante;
  • Cuidado com essas histórias do tipo, que a receita federal “não me acha”, de fazer de tudo para não pagar impostos e/ou pagar menos impostos, o que fazer para ganhar mais em restituições, lembre-se é o seu CPF que está na reta;
  • Já vi e ouvi muitas histórias sobre declarações transmitidas de maneira equivocada, e depois o que acontece ? O contribuinte foi convidado a prestar esclarecimentos pessoalmente na receita federal, e nessas histórias há sempre um personagem bem conhecido, aquele familiar e/ou amigo que acha que “sabe de tudo”, que acredita que nunca ninguém vai descobrir nada;
  • Um fato é importante ficar claro, o contribuinte não deve achar nada, se todos fizessem a declaração do IRPF de acordo com seus entendimentos ou interpretações seria uma verdadeira bagunça, por isso existe a legislação e ela deve ser atendida e seguida;

Nessa relação entre o contribuinte e o fisco, entendo que o contribuinte deve sempre buscar cumprir o que determina a legislação, nem uma vírgula a mais nem uma a menos.

Para finalizar, não sei qual o credo religioso de cada um que nos acompanha e lê nossos post’s, contudo tem um trecho na Bíblia Sagrada, no novo testamento no livro de Lucas, que considero interessante para a reflexão dos contribuintes no que tange ao seu relacionamento com o fisco, o trecho é “Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido.” LC 12:2.

Fica a reflexão !

Caros leitores espero ter contribuído com nosso post de hoje.

                   Sucesso à todos e bons negócios !

Edson Martins

Sobre o autor Edson Martins

Contador e consultor empresarial, especialista em Contabilidade e Gestão Tributária, possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV-GO e cursa MBA em Gerenciamento de Projetos na FGV-GO. Perito Contábil credenciado pelo TRT-GO e com certificação no CNPC (Cadastro Nacional dos Peritos Contábeis) atendendo a nova exigência do novo Código de Processo Civil. Mediador e Conciliador em gerenciamento de conflitos certificado pela ACIEG – TJ/GO (tribunal de Justiça). Atua a mais de 19 anos nas áreas contábil, finanças, tributário e controladoria, exercendo posições de destaque em empresas brasileiras e multinacional nos segmentos de indústria de alimentos, administração de consórcio, consultoria contábil e de gestão de pessoas, construção civil e concessionária de veículos. Professor convidado em MBA’s de Gestão Empresarial e Controladoria e Finanças.

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